Economista americano dá dicas de como investir no S&P500

Nos últimos meses, as más noticias foram economicamente preocupantes, em especial para quem investe. Neste cenário, o pequeno e o médio investidor sentem-se cada vez mais ameaçados, sem saber onde alocar seu capital, e procuram recorrer a estratégias mais assertivas e seguras.

Valorização da iniciativa privada, exuberância de crédito a custo baixo, muito consumo, impostos leves e simples, segurança jurídica, política monetária/fiscal responsável: foram estes os principais pontos que levaram os Estados Unidos da América ser a maior economia do mundo.

Devido a isso, muitos investidores têm buscado diversificar o seu capital na super potência, e o índice mais procurado atualmente é o S&P500. Convidei Steve Koenig, economista americano, para uma entrevista em que abordamos as razões que o fizeram escolher o S&P500. Sua opinião, como economista e investidor, pode nos instruir a direcionar melhor o nosso patrimônio financeiro.

1) Por que você decidiu investir no S&P 500?

Embora eu não seja um especialista em investimentos, toda a minha educação e leitura relacionadas a esse tema estão basicamente formatadas em algumas ideias simples: maior risco leva a maior recompensa, e menor risco, o contrário. A diversificação é fundamental para reduzir os possíveis impactos negativos e, com exceção de algumas pessoas como Warren Buffet, a maioria faz o mesmo, investindo em índices como o S & P 500. Existem muitos fundos, como o Dow Jones Industrial Average – que é, provavelmente, o mais proeminente. Mas a minha preferência é por algo ainda mais diversificado. O Dow tem a participação de apenas 30 empresas industriais. Há outros fundos mais diversos, como Russell 2000 e Wilshire 5000, mas o S & P 500 parece ser o mais conhecido entre investidores casuais, que é o meu caso.

2) Você acha que este é um bom índice para um investimento de longo prazo? Por quê?

Com certeza. Muitas vezes, ouvimos falar de pessoas que sofrem grandes perdas por investimentos de risco. O maior erro que alguém pode fazer é investir “com segurança”. Este é o caso, especialmente, de quem poupa em previdência: se alguém investisse, digamos, US$ 10.000 por ano, durante 30 anos, com juros de 2%, acabaria com cerca de US$ 100.000 em juros, após o período estipulado. Se, por outro lado, colocasse o mesmo valor em um fundo de ações, com participação de 7% por ano, o resultado final seria de mais de US$ 600.000 em juros. Mesmo que o fundo desse, em media, 5% ao ano, a pessoa ainda teria mais de US$ 300.000 de ganho. Isto não quer dizer que não há desvantagem, mas, no caso do S&P 500, não houve resultado negativo desde 1948.

3) Qual foi a porcentagem média que você ganhou no último ano?

Um dos fatores a considerar sobre o investimento para aposentadoria é que você não deveria olhar para ele diariamente ou mensalmente, em especial durante os períodos de recessão. Dito isto, no ano passado, ganhei 13%, mas no ano de 2016, foram 2% e em 2015, 7%.

4) Você acha que é vantajoso começar a investir agora? Por quê?

Seria mais vantajoso começar a investir logo, considerando que se espera uma recessão para os próximos 2-4 anos (sempre há uma nova recessão). A expansão econômica mais longa na história dos EUA foi de 120 meses (1991-2001), impulsionada por novas tecnologias e a bolha do “.com”. Atualmente, estamos no 98º mês de expansão e não há sinais de algo similar ao que tivemos na década de 1990 (além da situação política, que é muito mais caótica do que naquela época).

5) Quais são as suas perspectivas para os próximos anos?

Se eu tiver oportunidade, gostaria de reavaliar onde estou agora (todos os investimentos que eu tenho). Se houver tempo para isso, gostaria de investir em índices de preço e lucro*.

*O índice Preço/Lucro de uma ação (também conhecido por múltiplo de lucros ou P/LPA) é usado para medir quão baratos ou caros os preços das ações estão. É, provavelmente, o mais consistente indicador de ressalva, quanto ao otimismo excessivo no mercado. Serve também como um marcador de problemas e de oportunidades de negócio. (Fonte: Wikipidea)

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Verena Cordeiro
Sou Consultora Financeira, moro em Nova York e trabalho com abertura de contas Internacionais e Investimentos de pequeno, médio e longo prazo desde 2006. Também faço projetos independentes e assessoria empresarial.
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