O que os líderes precisam para construir as empresas do século XXI?

Para muitas empresas, sobreviver e prosperar na Nova Economia depende de uma profunda transformação em suas estruturas, a fim de torná-las mais ágeis. Essas organizações ágeis, vistas como sistemas vivos, evoluíram para prosperar em um ambiente imprevisível como companhias dinâmicas e estáveis. Geralmente, as startups se concentram nos clientes, se adaptam de maneira mais fluida às mudanças, não são hierárquicas e, continuamente, abraçam a incerteza e a ambiguidade. De acordo com o McKinsey, são essas as organizações que serão as mais preparadas para enfrentar o futuro.

Em comparação a corporações tradicionais, as chamadas startups hoje estão testemunhando melhorias significativas no seu modelo de trabalho e nos resultados do mesmo. Maior lucratividade, bom engajamento dos funcionários, aumento da satisfação do cliente e até mesmo um crescimento mais acentuado da empresa são apenas algumas das vantagens que as startups acabam vivenciando quando comparada a outros modelos mais tradicionais de negócio.

Esse novo tipo de organização requer um tipo de liderança fundamentalmente diferente do paradigma que estamos acostumados. Pesquisas recentes mostram que a liderança é capaz de moldar a cultura da companhia, que é maior barreira – ou a maior facilitadora – de transformações ágeis exitosas. O que tornou os líderes bem-sucedidos no passado, não faz mais tanto sentido hoje em dia – agora, esses profissionais precisam de novos conjuntos de habilidades para apoiar a Nova Economia.

Em primeiro lugar, eles precisam buscar formas para desenvolver novos comportamentos e mindset. Além disso, esses profissionais precisam se tornar capazes de modificar o pensamento de sua equipe de modo que ela passe a trabalhar de novas maneiras. Por último, os líderes precisam se esforçar para transformar a organização de uma maneira significativa, criando agilidade no design e na cultura de toda a empresa.

O uso da mentalidade criativa

De acordo com o McKinsey, a maioria dos adultos passam a maior parte do tempo “no reativo”, ainda mais quando desafiados. Mentalidade reativa, ou socializadas, é uma forma externa de experimentar o mundo com base na reação às circunstâncias. Como resultado, as empresas tradicionais acabam sendo projetadas para funcionar com o reativo. Do outro lado da moeda, há a mentalidade criativa, uma maneira de experimentar o mundo com base na construção de uma realidade por meio de propósito. Para criar e liderar organizações ágeis, os líderes devem adotar exatamente essa mentalidade e fazer uma mudança interior para executar ações sempre “no criativo”.

Para fomentar a cultura de inovação dentro das organizações, os líderes precisam mudar sua mentalidade para uma criativa e de descoberta, buscando sempre diversidade. Ao contrário da mentalidade reativa, que replica o passado para controlar a situação, os líderes criativos precisam abraçar os riscos e aprender a trabalhar em redes de equipes autônomas. Além disso, para produzir bons resultados, os líderes devem enxergar o mercado com uma mentalidade criativa de abundância, reconhecendo o potencial de sua organização e permitindo a centralização no cliente, empreendedorismo, inclusão e co-criação.

Equipe alinhada aos líderes

Mas não só o líder terá que se desenvolver – ele também precisa ajudar a equipe a trabalhar de uma maneira mais nova e eficaz, essencial para agilizar os processos das empresas. Para isso, os líderes precisam aprender a formar equipes enxutas, diversificadas e conectadas, e permitir que elas trabalhem em ciclos rápidos para que possam oferecer mais valor e eficiência a empresa. Além disso, os líderes deve manter equipes ágeis concentradas nos clientes e na criação de valor para os mesmos, compreendendo a fundo suas dores até mesmo quando não reconhecidas por eles.

Para liderar essa nova maneira de trabalhar, é importante que os gestores entendam os elementos-chave de duas outras disciplinas: design thinking e business-model innovation. Com origem em outras formas de design, o design thinking é uma abordagem poderosa para o desenvolvimento de soluções inovadoras, modelos de negócios e outros elementos, sempre focado na experiência do cliente. Em organizações ágeis, cada equipe precisa ser vista como uma unidade criadora de valor, ou como um “negócio”. Essas equipes buscam inovações em todas as oportunidades, sempre visando novas maneiras de atender às necessidades de seus clientes entregar mais valor.

Para construir uma organização ágil, os líderes precisam de um conjunto diferente de habilidades com base em um entendimento diferente das organizações. Eles também devem aprender a projetar sua organização como um sistema distribuído e em constante evolução, que compreende uma rede de unidades menores e com maior poder, com menos camadas, maior transparência e governança mais enxuta do que um modelo tradicional.

Cultura empresarial

Os líderes precisam desenvolver a capacidade de moldar uma nova cultura em toda a organização, com base na mentalidade criativa. Dada a abertura e liberdade que as pessoas experimentam em uma organização ágil, a cultura desempenha um papel ainda mais importante nelas do que nas organizações tradicionais. E para moldar essa cultura, os líderes devem aprender a empreender um esforço multifacetado de transformação da cultura, que se concentre em suas próprias capacidades e comportamentos.

Nesse contexto, os líderes precisam promover a compreensão dessa cultura de uma forma interativa e inspiradora, bem como ajudar a construir novas mentalidades e capacidades em toda a organização – inclusive entre aqueles que eles não gerenciam formalmente. Por meio das atividades cotidianas, o líder precisa transformar a organização em um verdadeiro local de aprendizado.

Para construir essa cultura de uma forma mais ágil, os líderes também podem criar um quadro de treinadores de “agilidade corporativa”, um novo tipo de especialista experiente capaz de ajudar as pessoas nessa transformação. Além disso, o líder pode trabalhar na criação de uma experiência de liderança imersiva, que pode ser desde um esforço concentrado durante três ou quatro dias até uma jornada de aprendizado ao longo de vários meses, para apresentar as novas mentalidades e capacidades e implementá-las quando possível. No fim, para descobrir se a metodologia está dando certo, é importante que o líder adote um ritmo ágil, com ciclos trimestrais, para revisar as experiências de liderança e até mesmo finalizar planos e prioridades para os próximos 90 dias.

 

Fonte startse.com

Por Isabella Câmara

Deixe sua opinião aqui:

Direto da Redação
A BBU – Brazilian Business USA é uma plataforma voltada para incentivar o empreendedorismo criativo e ideias inovadoras conectando brasileiros empreendedores através da troca de experiências, networking, conteúdos digitais, eventos e workshops ao redor dos Estados Unidos. Email: redacao@brazilianbusinessusa.com
Direto da Redação on FacebookDireto da Redação on InstagramDireto da Redação on LinkedinDireto da Redação on Twitter